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O ano de 2020 foi uma curva fora da reta e muitas dúvidas permeiam os profissionais da construção. Quais são os processos que são impactados atualmente com tecnologia e o que a pandemia tem a ver com isso? Como ficará o setor da Construção civil pós-pandemia?

 

O que é inovação?

Primeiramente, não há como falar de tecnologia sem falar de inovação. Se voltarmos 50 anos atrás, por exemplo, imagine explicar para uma pessoa que um pequeno dispositivo possibilitaria a comunicação entre as pessoas do mundo todo. Hoje, isso é apenas um simples smartphone acessível a quase todos atualmente.

De forma resumida, a inovação passa por 3 pilares bem importantes: Ideia, Mudança e Resultado Positivo.

A ideia traz consigo o pensar “fora da caixa”, resolver problemas e propor soluções diferentes. Porém, é necessário pôr em prática as ideias, através de mudanças, de forma organizada e planejada, impactando pessoas, processos e tecnologias. Por fim, as ideias implementadas através de ações de mudança somente serão uma inovação se trouxerem resultados positivos para a organização, contribuindo para os objetivos estratégicos planejados.

RESTRIÇÕES COMO IMPULSIONADORAS DA INOVAÇÃO

Um dos grandes motivadores da inovação é a restrição. Quando ela acontece, é preciso adaptar-se o mais rápido possível e encontrar novas alternativas.

Um bom exemplo recente de restrição é a pandemia de COVID-19, onde o setor da construção precisou encontrar formas de se adaptar rapidamente e continuar produzindo, para minimizar impactos, especialmente sobre os compromissos firmados. E essa capacidade de reação é bem característica das equipes de obra, que no dia-a-dia lidam com imprevistos o tempo todo.

Para demonstrar em números o impacto e a reação do setor da construção durante a pandemia da COVID-19,  abaixo temos um gráfico com o número de usuários diários no nosso software para gestão de obras, o Mobuss Construção. Para fins de comparação, a linha em laranja representa o ano de 2019, a linha azul o ano de 2020.


Como podemos observar no gráfico, quando a primeira onda da pandemia no Brasil iniciou no Brasil na metade-final de março de 2020, o número de acessos à plataforma caiu significativamente. Porém, a partir de maio, quando as adaptações já estavam em curso, os acessos aumentaram novamente, voltando ao patamar do início do ano.

RELACIONAMENTO CLIENTE X CONSTRUTORA

Outra questão muito importante é o relacionamento do cliente final com a construtora. Antigamente, para encontrar imóveis à venda, víamos os classificados de jornais e, se fosse necessário divulgar algo, era feito via imprensa formal e revistas especializadas. E como funciona isso hoje?

Hoje existem as redes sociais, com diversos elementos: curtidas, comentários, críticas, haters, fake news, etc. Nos dias atuais, uma construtora precisa fazer a gestão disso tudo. Os canais antigos continuam existindo, mas eles foram somados aos digitais.

CULTURA DA MUDANÇA

Nas empresas, discute-se muitas vezes mudar a cultura da empresa para impulsionar a inovação. Porém, a melhor escolha e os melhores exemplos passam pela implementação de uma cultura de mudança, onde a inovação é constante e presente no dia-a-dia da organização.

Em um ambiente em que tudo muda com cada vez mais velocidade, a cultura da mudança é um meio de manter a organização sustentável e competitiva no mercado.

IOT

IoT é, em sua tradução literal do inglês, é a Internet das Coisas. Por exemplo, em uma residência é possível instalar dispositivos que automatizam e monitoram o funcionamento de equipamentos eletrônicos, ar condicionados, iluminação, geladeiras etc. Na prática, todos estes equipamentos estão interligados com o mundo através da Internet, para que possam facilitar a rotina pessoal das famílias.

5G

Numa linguagem simples, o 5G é naturalmente o upgrade do 4G, com muito mais velocidade e eficácia. O 5G vem para abrir novas possibilidades, além de suportar esse aumento de conectividade que a IoT exige, trazendo a confiabilidade e estabilidade necessárias para a operação. E, certamente, vão influenciar nosso mundo daqui para frente em diversos setores, inclusive no setor da construção.

Uma utilização prática dessas tecnologias é o uso de sensores para a apropriação de insumos no de aplicação local. Quando o material chegar no local de entrega, poderá ler o material através de tecnologias como NFC, criando uma “memória de construção” muito importante para a construtora e também para o cliente final.

Para a área de assistência técnica, sensores de acúmulo de mofo, vazamento de água ou problema elétrico que geram alertas automática e diretamente para os profissionais responsáveis, é uma realidade totalmente plausível.

Se pensarmos na quantidade de dispositivos e sensores que irão gerar informações, é certo que o volume de dados para serem armazenados e tratados será imenso, necessitando de outro avanço tecnológico, que é Big Data.

BIG DATA

Big Data é um conjunto de dados muito volumoso e complexo, originado normalmente de várias fontes diferentes, que precisa ser armazenado e processado por ferramentas especializadas. Essa massa gigantesca de dados, quando tratada e processada, podem resolver problemas de negócio consideráveis, proporcionando uma tomada de decisão precisa e assertiva. E isso acaba por declarar o fim da era do “achismo”, e abrir caminho para um futuro analítico.

Quando pensamos em sermos mais analíticos, percebemos que precisamos encontrar outras ferramentas que evoluam o conceito de tomada de decisão, encontrando caminhos de forma mais automatizada sem a intervenção humana. E nesse cenário é que entra a Inteligência Artificial.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL (IA)

Um bom exemplo prático do que IA significa e de como se aplica: você sai do trabalho no escritório, vai direto para casa e, ao chegar, abre a porta e o ar está ligado na temperatura ideal. O ar condicionado foi ligado em determinado momento, equacionando a temperatura ideal no momento da chegada com sustentabilidade de energia elétrica.

E o grande detalhe: sem ninguém programar nada! O dispositivo com IA calculou a hora de saída, o trajeto com as condições do trânsito, a temperatura atual da casa, a eficiência do ar condicionado para atingir a temperatura ideal etc. Neste momento percebemos a quantidade de informações de diferentes fontes necessárias para a melhor tomada de decisão em tempo real.

Impacto em Processos

Agora levando todas essas tecnologias para dentro do canteiro de obras, veja 4 etapas construtivas que já utilizam tecnologia como aliada.

ANÁLISE DE DADOS

Antes da pandemia, a previsão do FMI para o setor da construção era de um crescimento na América Latina de 2,3%. Mas após o início da COVID-19 no Brasil, os números mostraram que ia acontecer uma queda e o setor precisou pensar em estratégias e monitorar o crescimento.

Entretanto, analisando o mesmo gráfico que foi apresentado anteriormente, agora com dados até dezembro, percebe-se que a utilização do nosso portal começou a aumentar em julho e em outubro está com um volume médio de 40% superior ao ano anterior.

Analisando a última pesquisa da FMI, foi visto que o setor deve crescer em torno de 3,4% no próximo ano. Sendo assim, conclui-se que os números podem mudar e se contrapor, e várias informações devem ser combinadas para a melhor tomada de decisão.

Esse monitoramento é fundamental, pois a melhoria do resultado de uma empresa só acontece aumentando a receita e/ou reduzindo custos. Uma decisão errada pode causar ineficiência e impactar negativamente no resultado.

SERVIÇOS NA NUVEM

Atualmente, os serviços de nuvem oferecidos apresentam boa confiabilidade e estabilidade, contando com players de grande renome mundial, como Google, Amazon e Azure. Por isso, tornaram-se uma excelente opção de custo benefício, otimizando custos e provendo serviços robustos e escaláveis. Muitas empresas do setor da construção já adotam soluções baseadas em nuvem, como infraestrutura ou como aplicação.

Quando uma construtora opta por contratar aplicações na nuvem, normalmente obtêm-se uma grande otimização de tempo para início de uso, a rapidez de entrega do ambiente para utilização pelos usuários.

RELACIONAMENTO COM FORNECEDORES

O relacionamento dos fornecedores exigiu algumas tomadas de decisão durante a pandemia. Como existe muita mão de obra terceirizada nas obras, costuma-se gerar um grande volume de documentação no papel, e o ideal é contar com ferramentas que automatizam isso.

Com distanciamento social, a possibilidade de digitalização de documentos via dispositivo móvel abre muitas portas. O que isso significa para a construtora? O sistema envia alertas automatizados e, dessa forma, o fornecedor pode facilmente digitalizar os documentos, ficando a equipe da construtora focada na conferência dos dados entregues, tudo de forma digital. Isso otimiza todo o trâmite e armazenamento da documentação, além de diminuir a carga do setor administrativo.

PÓS VENDAS

Sobre pós-vendas, é preciso lembrar da importância do atendimento e da comunicação digital. Por exemplo, o atendimento de solicitações passa muitas vezes pela conferência de garantias e o registro de evidências, como fotos do antes/depois. Tanto a consulta quanto a produção da documentação necessária preferencialmente devem ser digitais e integradas, pois tornarão o processo mais natural, confiável e organizado, deixando uma base histórica confiável para futuras consultas.

Assim, é possível monitorar indicadores de performance com transparência, sem que ninguém interfira na elaboração deles. Além disso, um histórico de informações confiáveis de Assistência Técnica permitem a retroalimentação dos processos construtivos, tornando-se um elemento de feedback para a Engenharia, além de minimizar futuros custos de pós-vendas.

 

E como será daqui pra frente?

Na última publicação do segundo trimestre na CBIC, foi identificado que o PIB do setor da construção caiu somente 5,7%, enquanto o restante da economia do Brasil caiu 9,7%. Diante disso, percebe-se que as construtoras conseguiram segurar um bom volume de trabalho, mesmo com a pandemia.

Abaixo, veja alguns fatores que estão em alta e irão favorecer o setor:

BOAS LINHAS DE CRÉDITO E LANÇAMENTOS RESIDENCIAIS

Há pouco tempo tivemos o lançamento do novo programa de habitação social Casa Verde e Amarela, e ao mesmo tempo a Taxa Selic também está muito baixa, e isso impactou nos investimentos. Percebeu-se, com o relato de vários clientes, que os investidores estão retornando para o setor de construção e imóveis.

Além disso, a economia está num momento muito diferente da crise de 2014, quando muitos investimentos foram postergados. Durante a  pandemia, o setor da construção destravou rapidamente, mantendo o plano dos novos lançamentos.

REFORMAS E MERCADO DE USADOS

O setor de reformas também está em alta, sendo um dos fatores da alta dos insumos da construção. Já o mercado de imóveis usados reaqueceu, principalmente na categoria de imóveis residenciais com mais espaço.

Essas duas situações são também influenciadas pela abrangência do home office no último ano, onde as pessoas estão buscando mais conforto e um espaço próprio para trabalhar em suas residências.

AUMENTO DA CONCORRÊNCIA

Os clientes do Mobuss Construção têm relatado o aumento da concorrência, especialmente em grandes centros. Dependendo do segmento, onde antes concorria-se com 2 ou 3 construtoras, agora fala-se em 8 ou 9 concorrentes.

Este movimento acontece porque a internet deu mais visibilidade para as novas construtoras, especialmente impulsionadas pelas redes sociais, que se encarregam de entregar anúncios direcionados ao comprador em potencial.

CONTRATAÇÃO REMOTA E DIGITALIZAÇÃO

Falando sob a ótica das construtoras na contratação de fornecedores, no ano passado  97,8% das implantações do Mobuss Construção foram executadas remotamente. Em 2020, tivemos apenas uma agenda presencial, sendo o restante totalmente remoto.

A Teclógica, desenvolvedora do Mobuss Construção, está operando normalmente em regime de home office desde o início da pandemia (18 de março), mantendo todos os serviços no mesmo nível de desempenho.

Isso exemplifica a excelente oportunidade das construtoras contratarem serviços de qualidade e com ótimo custo a ser prestado de forma remota, evitando despesas de deslocamento, hospedagem e alimentação.

Diante disso, é preciso começar a encarar a digitalização como algo normal, um caminho sem volta, que exige adaptações e que traz inúmeras oportunidades para a melhoria das empresas.

AGILIDADE CORPORATIVA

A agilidade significa um processo bem executado, sem retrabalhos, sem desperdícios. Na essência, não é um sinônimo exato de rapidez. É experimentação e aprendizado com a experiência. Consistência de processos que trazem bons resultados.

Por fim, a tecnologia e a inovação, às vezes parecem estar num horizonte distante, mas estão bem mais próximos do que se imagina. Como empresas, precisamos perceber qual é a hora de atuar em mudanças, dessa forma, estaremos prontos para as tendências da construção civil pós pandemia.

Fonte: Portal Steel Frame

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